20 de Fevereiro de 2018

Salomé: acusado volta à prisão por assalto

Salomé: acusado volta à prisão por assalto

O jovem Vinícius de Souza Macedo, acusado pelo assassinato do jornalista Igor de Franco, dono do Bar Salomé, voltou à prisão por volta do meio-dia desta sexta-feira, 25. Mas a prisão de Vinícius é consequência de um outro crime: um assalto que ele teria cometido poucos dias antes do latrocínio que teve o dono do bar como vítima. Este assalto, conforme informações do delegado geral Alessandro Vieira, teria sido praticado por Vinícius e um adolescente, tendo duas senhoras como vítimas.

O assalto ocorreu no dia 17 de outubro, enquanto o assassinato do dono do Bar Salomé foi cometido no dia 25, oito dias depois. Segundo o delegado, esta segunda prisão de Vinícius decorre de nova determinação judicial, conforme mandado de prisão preventiva expedido pelo juízo da 9ª Vara Criminal, por onde tramita o processo judicial movido contra Vinícius pelo assalto as duas senhoras.

Vinícius foi localizado por volta do meio-dia, andando no bairro Capucho. O delegado geral não tem dúvida da participação dele no assassinato do jornalista e empresário Igor Faro. Por este crime, ele chegou a ser preso, mas foi colocado em liberdade por determinação do juiz Leonardo Souza Santana, que não encontrou provas suficientes para mantê-lo preso. Nos autos, constam imagens de Vinícius Macedo andando na companhia de um amigo na Coroa do Meio em direção à Praia 13 de julho e também foi incluído diálogo que ele teria travado por meio de uma rede social com um primo dele que reside em São Paulo.

O delegado afirma que estes episódios ocorreram em horários próximos ao horário em que ocorreu o assassinato na Praia de Atalaia. Para o delegado Alessandro Vieira, o acusado teve tempo suficiente para articular um álibe devido à distância do local do crime para a residência dele. “Uma pessoa andando normalmente leva cinco minutos chegar na casa dele, saindo do local onde aconteceu o crime. Imagine com a velocidade da moto. O adolescente disse que ele acelerou tanto que teve medo de queimar o motor da moto”, observa o delegado. “Ele teve tempo para chegar em casa e montar uma história de cobertura”, acredita.

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