Governo de Sergipe fortalece cultura e economia durante Ciclo Junino 2026

Com 60 dias de programação diversificada e valorização de artistas locais, os festejos em
Sergipe estão consolidados nacionalmente.
Com uma programação robusta, divulgada no início de abril pelo Governo do Estado, o
Ciclo Junino 2026 marca a consolidação de Sergipe como um dos principais destinos
nordestinos no período junino, ao mesmo tempo em que fortalece a economia e valoriza a
identidade cultural sergipana. Ao longo de 60 dias de programação contínua, diferentes
regiões entram no circuito, com destaque para a Orla da Atalaia, em Aracaju, que recebe o
Arraiá do Povo e a tradicional Vila do Forró, reunindo artistas sergipanos, atrações
nacionais, quadrilhas juninas e diversas manifestações culturais.
O calendário inclui eventos estruturantes com datas previamente definidas, como o
Concurso Rei e Rainha do País do Forró, a Segundona do Turista e os concursos de
quadrilhas Arranca Unha e Gonzagão, o que amplia a competitividade de Sergipe no
cenário nacional e facilita o planejamento do trade turístico e dos visitantes. Entre os
principais destaques estão o Arraiá do Povo, realizado de 29 de maio a 28 de junho, e a Vila
do Forró, que segue até 26 de julho, além do Arrastapé do 18 do Forte, nos dias 12 e 13 de
junho, e os concursos de quadrilhas no Gonzagão e no Centro de Criatividade.
Encerrando a programação, o estado mantém o ritmo com o Arrasta Fé, realizado de 10 a
12 de julho, na Orla da Atalaia, e com a novidade deste ano, o evento de encerramento
Apaga Fogueira, no dia 26 de julho, na Vila do Forró. Mais do que uma celebração cultural,
o Ciclo Junino se consolida como um importante vetor econômico, impulsionando setores
como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio, com geração de emprego e renda em
todo o estado, ao mesmo tempo em que reafirma a força das tradições que atravessam
gerações.
Diversidade e valorização
A programação do Ciclo Junino 2026 evidencia a diversidade cultural de Sergipe, abrindo
espaço para o forró tradicional e também para novas expressões que dialogam com
diferentes públicos. A forte presença de artistas sergipanos reforça o compromisso com a
cultura local e impulsiona a produção artística.
Para o cantor Xande Melo, da banda Fogo na Saia, o momento é de celebração. “Fico muito
feliz quando chega esse período, por mim era São João o ano todo. E fico ainda mais feliz
com o incentivo que o Governo do Estado dá aos artistas sergipanos. Aqui, a prata da casa
opera milagres”, considera.
O cantor Pedro Lua enfatiza o valor simbólico do ciclo junino para a identidade sergipana.
“Esse período nos molda, a gente se entende mais quando chega o ciclo junino. É algo que
faz parte de quem somos”, afirma. Ele também expressa a emoção de se apresentar no
Arraiá do Povo. “O palco leva o nome do meu pai, então estar ali mexe com toda a minha
história. É uma alegria enorme, mas também uma responsabilidade de entregar o melhor
para o público”.
O fortalecimento cultural também passa pela valorização das quadrilhas juninas, que têm
recebido investimentos e ampliado seu espaço na programação. A quadrilheira Laiza
Leilane Reis destaca a importância do incentivo, especialmente para quem está
começando. “Isso dá muita esperança para a gente, porque quanto mais concursos, mais
incentivo. A gente ensaia seis meses, então quando tem mais oportunidades, vê que está
valendo a pena”, salienta.